No sábado recebi uma menssagem no celular:
“mae vo viajar com uma miga dumingo volto”
Li duas vezes.
E, apesar de não ser espelho, refleti que não sou mãe, que não tenho filhos e que se os tivessem não cometeriam tantos crimes ao portuga em apenas uma linha.
Conclui que aquela mensagem não era para mim.
Era um engano.
Deixei por isso mesmo.
Hoje, segunda-feira, recebo outro torpedo telefônico:
“Vo almoca com uma amigas”
Pela linguagem capenga, julgo que seja a mesma pessoa.
Ameaço ignorar, entretanto a ironia coçou e se fez presente.
“Você já almoçou. Comeu um U, uma cedilha e um S.”
Enviei e, para surpresa , veio a resposta:
“Nao fui ainda”
Achei que eu não deveria ser desagradável só porque ela comeu, de sobremesa, o til.
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