segunda-feira, 28 de abril de 2008

Santa Ignorância

Minha mãe sempre me disse para ter cuidado com os desejos...

Às vezes eles podem se realizar. Tanto tempo tentando regredir à ignorância e um dia finalmente consegui. Hoje estou ao lado de Deus... não, eu não virei crente, apenas compartilho do mesmo senso de humor que ele teve quando inventou o amor. Existe prova maior de que Deus se diverte com essa coisa que damos o nome de –vida- se não o amor? Atos estúpidos, estupros da seriedade e consciência humana sendo relevados por causa do tal do amor. Uma banana para os casais que se amam, e digo mais, quero que se “splitem”!

E hoje, eu, sentado na coxa direita de Deus, ocupando o lugar de Jesus-Cristinho, pago o preço da ignorância – não amo mais. Encarando pelo lado certo, eu fico feliz por isso... hoje em dia eu não sofro mais. Não sofro da breguice dos apelidos carinhosos, não sofro da chatice dos passeios em dias de sol, e o mais importante, não sofro da dor, da dor forte, de ter o coração partido.

Não sei se me arrependo... eu não quero me arrepender, não quero comprovar o fato de que existem mais lágrimas derramadas pelas preces atendidas do que pelas que nunca serão, então, por isso, eu apenas vou vivendo... um domingo de cada vez, completando quatro, todo mês, as vezes cinco, mas eu não ligo muito, só não quero sofrer mais de toda a breguice, da chatice e da dor, da dor forte, que deixou marcas em todo meu corpo só pelo simples fato de eu ter descoberto o que é o amor.

Moreira da Silva - cassino de malandro