
Pior que não ter uma vida é querer não ter uma. Minha maior lembrança dessa não-vida inventada é um zumbido irritante que a minha TV faz quando a tela fica escurecida, logo antes dos comerciais. Escrita cotidiano é pra quem sabe o que está fazendo, não para um trouxa/mentiroso/nada feito eu. Eu costumo ter uma vida que, tirando a parte de lavar louça e ter os dedos roídos por ratos, é bem normal – diga-se de passagem que eu não sou um cara revoltado, “bem normal” está de bom tamanho pra mim. Sou do tipo que se impressiona, oito ou oitenta, se eu escrevo a vida, não tenho tempo para vivê-la e, se a vivo, não tenho tempo para escrevê-la. Também tem o vídeo da Xuxa dando pra um “baixinho”, isso me tira a atenção, ás vezes.
Mas, apesar de tudo, uma das coisas que me consola, é saber que os antidepressivos ,estão ao lado doa vodka e de um elefantinho que representa riqueza em alguma religião olho-puxado aziática. Cedo ou tarde eu tenho certeza que um desses três vai me ser útil.
Essa palhaçada se repete toda manhã, digo, madrugada. Não bastasse eu acordar a 4:00, tendo q trabalhar as 06:00, ainda fico pelo menos vinte minutos com a cabeça enfiada no teto, me perguntando se eu devo atravessar o oceano a nado ou se devo seguir dormindo. A (des)vantagem de não ter um pai em casa é que não tem arma escondida pra causar um tiro acidental. Isso tudo e umas versões acústicas de musicas que ficam bem pior ao som de um teclado.
Pra variar, esse é mais um daqueles textos que eu comecei sem saber como terminar, mas desta vez não vou tentar inventar nada estúpido ou brilhante, fiquei sabendo que ta passando “o gordo e o magro” na Record, talvez depois de assistir eu volte mais calmo pra encher esse estúpido texto de reclamações e umas palavras que eu não preciso mais buscar no dicionário.
não lembro o que ouvia, era música classica.
